Os burocratas chineses são obsessivos com a idéia de desbancar os Estados Unidos, seja no papel de potência global hegemônica, seja no jogo de bolinhas de gude. Se a primeira hipótese um dia irá se concretizar ainda é cedo para dizer. A China é hoje, em termos econômicos e militares, o que a América era há décadas atrás. Na seara política, a China está pelo menos dois séculos atrasada, ainda na fase de conquista de direitos civis fundamentais. Ou seja, mesmo com bilhões de pares de pés acelerados trilhando o caminho do desenvolvimento, a China ainda tem muito o que caminhar.
Pequenas vitórias, porém, servem para dar os argumentos que o Partido Comunista precisa para mostrar aos chineses que sim, eles estão no caminho certo. Batalhas vencidas, a Guerra é questão de tempo, devem sonhar os burocratas enfardados. Esse ano, por exemplo, iremos testemunhar a tentativa chinese de desbancar os Estados Unidos no quadro de medalhas olímpico. Em 2004, a China encostou e assustou. Para 2008, competindo em casa, os chineses querem o topo.
Qual a empresa mais valiosa do mundo hoje? Não, não é o Wall Mart, nem a petroleira Exxon. Em 2007, a empresa de maior valor mundial cotada em bolsa foi a estatal chinesa Petrochina, que rondou o 1 trilhão de dólares em valor de mercado - o dobro da Exxon, que tem valor estimando de aproximandamente $500 bilhões.
Bem, mas o tema do blog é outro, carros, e a pequena introdução foi só a vaselina para nos intrometermos no assunto.
Segundo matéria divulgada pelo site Gasgoo.com - que vem a ser o porta-voz dos números do mercado chinês, é preciso esclarecer -, um dirigente do governo chinês lançou a previsão, no mínimo otimista, de já em 2010 a China se tornar o maior fabricante mundial de automóveis. Antes, ainda em 2006, a cúpula do governo achava que a ultrapassagem aos Estados Unidos aconteceria por volta de 2020, mas parece que andaram acelerando suas perspectivas.
De fato, os chineses têm onde colher evidências para este exercicio de futurologia. Em 2007, a produção de veículos na China alcançou 8.8 milhões de unidades, um incremento de aproximados 22% em relação ao ano anterior. Bem, vamos as contas: se crescer 22% em 2008, a China irá produzir algo próximo de 9.780.000 veículos. Se em 2009 repetir o crescimento, irá para quase 12 mihões; no final de 2010, mantidos ainda 22% de crescimento, a China fabricaria algo em torno de 14.700.000 unidades. Bem, se o Estados Unidos estagnar sua produção, ou decrescer, a China pode sim ser a primeira do mundo no final de 2010. Em miúdos, pode levar mais esta medalha de ouro pra casa, tirando onda dos americanos. Porém, ao contrário do que pensam os burocratas chineses, a China não é nem esta fortaleza estatística que eles desejam nem os Estados Unidos um bando de amadores no que se refere ao seu domínio mundial em várias áreas produtivs. Ou seja, não vai assistir à ascensão chinesa com o rabo entre as pernas.
A pergunta que fica é: e quem sai perdendo desta briga?
Com certeza, o mundo, que vai ter milhões de escapes a mais lhe depositando poluição, uma vez que os carros fabricados e vendidos em países como China e Índia estão longe de serem ecologicamente sustentáveis. E, apesar dos prognoósticos positivos, perde também o Brasil, cujo mercado consumidor não tem tantas perspectivas de crescimento e que pode ver os investimentos das montadores migrarem para outras terras - como a própria China, para a Índia e ainda para a Rússia.
(fonte: Gasgoo.com)












