A Peugeot lançou hoje seu primeiro automóvel totalmente desenvolvido no Brasil. Para a surpresa de muitos, ele é bem parecido com os 207 e 206 desenvolvidos na França. Poucos se surpreenderam, porém, com a notícia de que ele irá conviver com o modelo ao qual sucederia, o 206. A prática é conhecida: vem o novo, mas como o velho ainda vende bem, que fiquem os dois - como fez a Fiat com o Palio Fire, a GM com o Classic e, espero estar enganado, a VW fará com o Gol.Há quem ainda prefira dar nome aos bois - ou no caso, aos tigres. A melhor cobertura do lançamento que li até o momento é do Best Cars Web Site. Segundo o site, o novo modelo bem que poderia se chamar "207 ao Jeitinho Brasileiro". Afinal, a renovação foi discreta. As maiores novidades são frente e painel, com alguns retoques na traseira. A motorização é a mesma do 206. A versão SW, perua, segue as alterações do hatch: nova frente, alterações tímidas na traseira. O modelo sedã chegará mais tarde (espera-se que livre daquela horrível traseira do 206).
Apesar de herdar os genes, o 207 brasileiro não segue fielmente o desenho e engenharia de seu irmão europeu. Como o 207 é um dos carros mais vendidos da Europa e do mundo, a pergunta que fica é: por que, simplesmente, não adaptá-lo e fabricá-lo em Resende?
Enquanto não entendemos a complexidade do pensamento francês, façamos um simples exercicío de lógica para decidir qual é melhor: 207 europeu ou 207 Brasil? É só comparar:
O 207 brasileiro (acima) e o 207 europeu: semelhanças e meras coincidências



Versão SW vendida na Europa (meio) e a nova 207 SW brasileira: um trato na traseira faz toda a diferença
(fontes e fotos: BestCarsWebSite, Autopista.es e Leblogauto)




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